Imersão em Contos [3]

Leia a série do início: Prolegômeno 

Capítulo anterior: O Despertar

O Início

                      Naquela tarde, as frases mostradas no noticiário não saíram da cabeça de David, porém o trabalho não colaborou tanto, fazendo com que ele tivesse que ficar além do horário em um de seus clientes.

         Chegou em casa correndo, porém soube que estava atrasado para o programa quando ligou sua tv e a explicação já estava na metade. Por sorte ainda conseguiu chegar no primeiro bloco da programação. Serviu um copo de refrigerante, acomodou-se na poltrona, relaxou um pouco, e então toda sua atenção se voltou ao que a apresentadora falava:

 

...durante as investigações que se sucederam na cena, notou-se que Maurício tentou de várias formas se comunicar com o exterior da casa. Talvez por acreditar que alguém pudesse lhe ouvir, ou quem sabe ele realmente tenha percebido que alguém estava por perto. Essas tentativas foram registradas das mais diversas formas, e após vários meses de investigações acerca do caso, esses indícios foram arquivados e nunca vieram à publico. Porém, devido a revolta popular com a suspensão das buscas, a polícia retornou ao local. Não obtendo um sucesso maior, e preocupados com a represália da população, decidiram aceitar tornar público o material que fora colhido dentro da casa. Para um melhor entendimento, esse material foi organizado para exibição por sua ordem cronológica de fatos, e não exatamente pela ordem que os indícios foram feitos. Confiram agora com exclusividade, todas as peças desse complicado quebra-cabeça, e tirem suas próprias conclusões.

 

         Uma música de suspense começa a tocar. A tela fica toda preta, e alguns instantes depois uma imagem turva aparece. Aparecem efeitos de olhos piscando, e então uma voz retumbante começa a ler o que seriam os primeiros acontecimentos, enquanto a animação na tela refaz cada palavra dita pelo narrador:

 

         “Tudo começou no primeiro dia. Eu estava muito apreensivo pensando no que poderia ter dado errado para que Luna me ligasse no meio da noite, após tanto tempo. Acredito que minha preocupação afetou algo em meu sistema nervoso e eu mal conseguia pensar no que estava acontecendo, apenas sentia que precisava ajudá-la. Esse foi meu primeiro grande erro, pois graças à isso consegui fazer o mais difícil, que foi arrombar uma porta que nem trancada estava. Acredito ter visto Luna antes de tropeçar e bater a cabeça com toda a força numa mesinha qualquer no meio da sala.

         Quando acordei, minha cabeça doeu tanto, mas tanto, que parecia que eu tinha sido atropelado por um caminhão carregado. Meus olhos dificilmente se acostumariam com aquela luminosidade, pois apesar de ser dia, a sala estava muito escura, pois lembro-me de ter visto tábuas de madeiras pregadas nos umbrais, pelo lado de fora da casa, cortando completamente qualquer feixe de luz que tentasse entrar pelas janelas. Abri meu celular para tentar ver que horas eram, mas esqueci que a bateria tinha acabado ainda em casa. Por sorte ela ainda teria o carregador que lhe dei de presente, afinal até o gosto para celulares temos em comum. Levantei ainda um pouco tonto, pus minhas mãos na nuca, em busca de algum sinal de sangue. Por sorte apenas tive a reação de dar um grito quando toquei no galo que tinha se formado quando caí. Vou tentar descrever como estava essa sala quando aqui acordei: O chão é todo forrado de parquet, com uma mesinha onde fica o telefone logo à frente da porta. Na parede à direita encontra-se uma janela, e ao lado, um sofá verde fora colocado ali para poder assistir à tv que, sem antena alguma, ficava encima de um rack com quatro gavetas. Logo que me levantei, tentei acender as luzes, porém nada ocorreu. Então fui até a tv e a liguei, ao menos para clarear um pouco e não ter perigo de me machucar novamente com qualquer coisa no caminho. Olhei para cima e percebi que as lâmpadas haviam sido retiradas, o que explica o motivo pelo qual nao conseguir acender. Como era de se esperar, apenas chuviscos na tela, mas o suficiente para iluminar um pouco a sala e me permitir procurar o carregador que, por sorte, estaria em algum lugar dali.

         Abri as gavetas e comecei a vasculhar, ainda com uma forte dor na cabeça, em busca do carregador do celular. Na primeira gaveta haviam apenas velhas contas de luz que já tinham sido pagas, inclusive com seus recibos. Tirei rapidamente as contas para me certificar de que não estaria ali embaixo, e logo recoloquei. Abri a segunda gaveta e lá não havia absolutamente nada. Soltando uma breve exclamação de alegria  puxo um cabo que logo reconheci como sendo o que eu estava procurando. Tirei a tv da tomada e logo inseri o carregador, colocando na outra ponta meu celular completamente descarregado.

         Fiquei imóvel em torno de uns 5 minutos aguardando o mínimo de carga, quando abro meu celular e aperto o botão que o liga. Satisfeito por ter dado certo, logo reparo no horário. Já era dia, porém a penumbra dentro da casa não dava a menor impressão do sol já ter se erguido no horizonte. Pelo visto passei algumas horas desmaiado, o que me assustou, pois poderia ter acontecido o que eu temia. Minha primeira reação foi gritar pelo nome dela. Não obtendo resposta, o sangue começou a correr mais violentamente nas minhas veias. Não poderia.... não aceitaria que algo tivesse acontecido com ela por meu descuido. Peguei meu celular e comecei a ligar para o número dela, porém, após três tentativas frustradas desisti dessa idéia.

         Quem sabe ela tivesse saído. Isso, ela teria me visto cair e saiu buscar ajuda, ou fugiu amedrontada. Ninguém sabe muito bem o que esperar da mente de Luna. Fui em direção à porta atrás de mim, e dessa vez tentei abri-la primeiro, porém nada aconteceu. A porta permaneceu intacta e imóvel. Segurei o trinco com as duas mãos e fiz uma grande força para tentar girar a maçaneta e puxar a porta, porém não adiantou. - Isso não faz sentido, pensei, - eu sei que foi por ali que eu entrei, é impossível que agora eu não consiga abrir -. Tentei bater com o ombro na porta, porém arrombar para o lado de fora é uma tarefa um pouco mais complicada.

Só me restou procurar uma chave, ou quem sabe até Luna tivesse em algum cômodo da casa, talvez ferida, talvez dormindo, ou até rindo de tudo isso que ela provocou.

         Voltei ao rack, e vasculhei na última gaveta e por coincidência lá estava uma lanterna, que com algum golpe de sorte talvez estivesse funcionando.

         Aperto o botão e voilá, a lanterna se acende. o  roc ar as ch  es... Drog a ca  ta  stá f lh n d.”

 

         O preto da tela retorna, e agora a imagem está mostrando a repórter.

 

         Nessa parte da carta podemos notar que a caneta falha, o que impede Maurício de continuar seu relato naquele momento. Confiram no próximo bloco, a próxima carta escrita por maurício, e o mistério que começa a se desenhar à partir dos outros cômodos.

 

         David já está no terceiro copo de refrigerante quando o primeiro bloco acaba. E pelo que ele pode perceber, isso estava apenas começando...

Próximo capítulo: A Descoberta

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Imersão em Contos [2]

Leia a série do início: Prolegômeno 

O Despertar

          David acordou aquela manhã cumprindo seu ritual. Espreguiçou-se estralando os ossos das costas e das mãos, deu um bocejo alto e deu um impulso para conseguir sentar na cama. Coçou a cabeça e pegou o controle remoto da televisão, ligando-a no noticiário local. Enquanto a moça do tempo dava suas primeiras previsões para o fim de semana, calçou os chinelos e levantou para pegar a agenda em cima da escrivaninha, que ficava do outro lado do quarto, encostada na parede oposta. Leu os lugares os quais ele teria que visitar, alguns para fazer o orçamento de câmeras novas, e outros para de fato fazer a instalação das já adquiridas câmeras de segurança, por seus clientes.
          Sempre pensava o quanto era bom trabalhar por conta, mesmo sendo em uma área difícil no mercado, por estar cheia de boas e grandes empresas de vigilância, mas com o seu esforço conseguiu se tornar um profissional prestigiado pela região, sendo contactado muitas vezes para fazer esse serviço.
          O noticiário começou a apresentar as notícias do dia anterior. Nada além do normal durante a maioria do tempo. Algumas reportagens sobre cães e seus donos, outras sobre a temporada de chuvas que ultrapassava o volume normal para aquele mês. No intervalo, algumas propagandas de bebidas e gomas de mascar, e uma vinheta que começou exatamente quando ele, já com a escova de dentes fazendo seu serviço matinal, sentou na cama e ficou estático, prestando atenção em cada detalhe. Talvez pela música de mistério, ou quem sabe pelo tom assustador pelo qual eram narrados os fatos, mas seus olhos não desgrudavam da tela.
          “Será apresentado um programa especial sobre alguns fatos que preocupam, assustam e intrigam a polícia local. - dizia a reportagem - Será contada a história do jovem Maurício, de 27 anos, que vem atraíndo a atenção da mídia nos últimos dias. A polícia decidiu reunir e divulgar todo o material coletado sobre esse caso. Confira logo mais ao meio dia uma prévia do que seria a primeira parte de uma carta escrita por ele.”
          Alguma coisa naquela chamada prendeu a sua atenção. Soube que já tinha ouvido sobre esse caso, mas infelizmente não se recordava exatamente do que havia acontecido. Algo dentro dele dizia que ele deveria assistir a esse programa.

          David chegou em casa alguns minutos antes do horário habitual, ligou sua televisão no canal que tinha anunciado a prévia da carta, pegou alguns sanduíches, e sentou-se em frente à tela, aguardando o conteúdo que por algum motivo ele teria que ver.

          “Como prometido, o caso de Maurício irá a público na íntegra, em um programa especial feito com provas encontradas pela polícia, exclusivamente divulgadas para nossa equipe de reportagens,  onde muitas perguntas encontrarão as suas respostas, porém muitas outras ficarão ainda no ar.” - Ele segurava o sanduíche entre o polegar e o indicador, porém a fatia de pão de cima já pendia para o chão, pois sua atenção fora toda direcionada à tv - “Hoje à noite o país irá parar para enfim saber o que todos se questionam. O que aconteceu com Maurício?! Para dar-lhes uma prévia do que vocês irão encontrar, segue um trecho da primeira carta encontrada pelas autoridades locais:”


          E uma imagem de uma carta, com muitas palavras riscadas foram mostradas na tela:


          “...minha cabeça doeu tanto, mas tanto, que parecia que eu tinha sido atropelado por um caminhão carregado. Meus olhos dificilmente se acostumariam com aquela luminosidade, pois apesar de ser dia, a sala estava muito escura. Abri meu celular para tentar ver que horas eram, mas esqueci que a bateria tinha acabado ainda em casa. Por sorte ela ainda teria o carregador que lhe dei de presente, afinal até o gosto para celulares temos em comum. Levantei ainda um pouco tonto, pus minhas mãos na nuca, em busca de algum sinal de sangue. Por sorte apenas tive a reação de dar um grito quando toquei no galo que tinha se formado quando caí...”


          “Segue outros trechos da carta de Maurício” - Dizia a apresentadora.


          “...pelo visto passei algumas horas desmaiado, o que me assustou, pois poderia ter acontecido o que eu temia. Minha primeira reação foi gritar pelo nome dela. Não obtendo resposta, o sangue começou a correr mais violentamente nas minhas veias. Não poderia.... não aceitaria que algo tivesse acontecido com ela por meu descuido...”


          “...isso não faz sentido. Eu sei que foi por ali que eu entrei, é impossível que agora eu não consiga abrir...”

          Com os olhos fixos e a respiração curta, David absorveu cada letra daquela carta, aguardando o que estaria por vir.

Próximo capítulo: O Início

Imersão em Contos

Prolegômeno

          Meus olhos lentamente se abriram nessa noite clara de verão. Escuto algo lentamente começando a vibrar próximo ao meu ouvido. As imagens que meu subconsciente criou durante o tempo em que, entre devaneios construí meus sonhos, como uma névoa dissipam-se em minha frente.
          Em poucos segundos recobro completamente os sentidos, e só então paro para pensar o que seria essa vibração. Começo a tatear no escuro em busca esse barulho incômodo, quando logo percebo o que causa isso.
          Puxando meu celular para bem perto dos olhos que ainda tentam se adaptar à essa claridade, consigo focar no visor, onde infelizmente consigo apenas ler “Número Confidencial”.
- Alô ?! - falo, com uma voz rouca, de sono.
- Está em casa? - diz uma voz, demonstrando grande apreensão no tom.
          Não perco mais do que alguns segundos para perceber de quem era aquela voz. Como poderia deixar de reconhecer a voz de minha melhor amiga Luna.
- Por favor, vem aqui na minha casa... Alguma coisa deu muito errado - Fala ela, já em tom de choro e desespero.
- Nossa, se acalma, estarei aí em alguns minutos, mas o que houve?
- É que...
          Click. A bateria do celular termina. Levanto rapidamente, vou até o banheiro passar uma água na cara, visto uma roupa leve, pego as chaves do carro e saio em direção à casa dela, muito preocupado com o que poderia estar acontecendo. Sabendo seu histórico de tentativas de suicídio, e overdoses de remédios com bebidas, piso fundo no acelerador, pois algo muito ruim parecia estar à caminho.
          Chegando à casa dela percebo que está um pouco diferente da casa que conheci antes. Confesso que fazia algum tempo que não vinha até aqui, mas esse ar sombrio, dado pelas janelas fechadas e luzes apagadas me preocupa muito mais do que talvez precisasse.
          Desço do carro, embarrando um pouco meu tênis, chego à porta e dou uma batida seca e forte, que ouço ecoar pela casa.
          Ninguém aparece...
          Bato várias vezes mais forte, porém recebo o mesmo resultado.
          Depois de alguns minutos o que ainda me chateia é o silêncio que paira por detrás daquelas paredes.       Não consigo parar de andar de um lado para outro apreensivo. O que fazer?! Não acho outra solução que não seja arrombar a porta.
          Dou alguns passos para trás. Respiro fundo. O desespero dela ainda ecoando na minha mente. Olho para a porta, ela parece não aguentar muito peso. Começo a correr, viro o rosto e seguro meu braço forte, para aguentar o tranco, fecho os olhos e sinto o baque da porta, que se abre no instante em que toco nela. Talvez se eu não tivesse esquecido da brilhante idéia de verificar se a porta já não estivesse aberta, teria sido bem mais fácil. Ainda embalado, abro os olhos, e percebo a escuridão inundando a sala, ao mesmo tempo em que sinto meus pés tocando em algo, fazendo-me perder o equilíbrio, e a última coisa que vejo antes de desmaiar com a pancada na cabeça dada graças à quina da mesa de centro que não podia estar em outro lugar senão ali, é alguém parado na porta da cozinha entreaberta, que parecia estranhamente olhar para mim...


Assim foi tecido o primeiro fio na teia da historia, e é assim que ela começa. Alguns dias depois, a casa foi novamente aberta, mas dessa vez pelas autoridades. Os relatos que seguirão ao longo dos dias serão reproduzidos fielmente da maneira em que foram encontrados. Fiquem calmos, analisem todos os detalhes no texto, a fim de entenderem exatamente o que está acontecendo. Inunde sua mente com os relatos, e aguardem para captar o horror que está por vir.

Inicia-se uma nova sério aqui no Depósito de Contos, chamada Imersão em Contos... Convidamos à todos os leitores para acompanhar a história, e comentar os capítulos. Um novo sistema de imersão será apresentado à todos os leitores conforme a trama vai avançando. Essa série contará com a ajuda de meus dois amigos Luis e Paulo [Tio], e logo entenderão o porquê. Espero que gostem...

Próximo capítulo: O Despertar

Capa da antologia Sinistro 2

Boa tarde pessoal, como vão??

Passei aqui rapidinho pra mostrar a capa da Antologia Sinistro 2 (pra quem não lembra, clica aí). O trabalho de capa ficou muito legal... estou ansioso pra comprar as passagens pra Bienal, e conhecer o pessoal da editora :)...

Logo mais contos vem por aí...

abraços \o

Capa:

Reunião de Idéias Insanas

O que podemos esperar de 4 pessoas jogando frases sem sentido pra cima, e alguém tentando reuni-las e criar uma história de alguma forma... coerente?!
Essa será uma das sessões novas do blog, chamada Reunião de Idéias Insanas, onde tentarei, junto com algumas pessoas, criar histórias a partir de palavras e/ou frases aparentemente aleatórias...
Segue a primeira tentativa. Postem o que acharam nos comentários. A frequência dessa experiência será de acordo com a receptividade dos contos.
Clica aí em LEIA MAIS ;D

Ressurreição do depósito

E aí pessoal legal, como vão vocês?

Pois é, como podem perceber, eu ando beeeem meio sumido ultimamente, porém eu tenho desculpas, há...

Final de semestre (TC1 finalizado), projetos novos no serviço e alguns probleminhas de sempre atrapalharam o andamento da inspiração deste que vos escreve...

Mas agora decidi mudar isso..

Conversando com o Douglas do Listas Literárias, (um amigo que tive sorte de conhecer, pelomenos internetemente) resolvi traçar algumas metas literárias daqui para diante... Uma delas é escrever mais.. e escrever sempre, não apenas quando a tão falada inspiração me vem.

Aproveitando esse assunto, já visitaram o blog no primeiro livro dele, Os Sete Guerreiros? Será publicado em breve, pela editora MultiFoco, e nesse link  vocês podem assistir ao booktrailer do mesmo.

Ao mesmo tempo, gostaria de apresentar a vocês o blog http://aessenciadodragao.blogspot.com/ do meu amigo Andres Carreiro Fumega. Um escritor carioca, autor do livro A Essência do Dragão: A Ressureição, que terá seu lançamento logo logo daqui à alguns dias. Recomendo ler o primeiro capítulo (dividido em três partes) aqui. Tenho certeza que todos vocês ficaram LOUCOS para lê-lo, assim como eu estou...  Vale ler o blog pelo conteúdo que o Andres posta que também é muito interessante, tenho fé que esse projeto dele irá dar muito certo (eu mal me aguento de ansiedade de comprar o livro dele).

E por fim, apresento-lhes o bannerzito do Depósito de Contos que criei hoje rapidinho, para ser linkado nos blogs parceiros. Se quiser colocar um banner no depósito posta nos comentários, e copia esse meu banner, com o link pra cá e podemos fazer isso sem problemas..

Também há a possibilidade de eu aparecer na Bienal do Livro em SP, dia 21 de agosto.. mas isso é para outra postagem...

Então é isso pessoal.. aguardem novidades por aí.... voltem à acompanhar o blog...

Abraços

\o