A lua está cravada no céu nessa noite da celebração do Dia de Reis, fato que fez com que ao menos metade daquela pequena cidade veio reunir-se na rua central, bebendo e fazendo alguns jogos, o que sempre foi tradição a esta época do ano. A passagem dos três magos por Belém trazia alegria apenas ao pensar na bela passagem bíblica que narra o fato.
E aqui estou eu. Na mão, uma caneca de Posca, que também fazia parte da tradição, afinal estávamos falando de uma festa atualmente bíblica para a maior parte do mundo. Tudo está aparentemente na mais perfeita ordem. A rua, por ser a central, é também a mais larga da cidade. As ruas caberiam seis bigas romanas lado a lado. Inclusive o revestimento parecia o dos antigos romanos. As pedras brancas demarcavam a quadra à frente da prefeitura, cercada por árvores e algumas casas dos ilustres habitantes da cidade, a maioria com dois pisos e um jardim enorme na frente. E numa dessas casas estão os senhores da família mais tradicional da cidade, ressaltado todo seu prestígio e fortuna em cada barriga avantajada as quais eram constantemente estapeadas a cada boa cartada, seguida de outro gole, e um irritante arroto; as velhas beatas da casa alta de três pisos ao lado da prefeitura estão em seu canto, meio isoladas do resto, fofocando sobre cada traje vestido por cada habitante da cidade, mesmos seus vestidos não sendo um primor da moda, nem dos mais modernos cemitérios; as crianças correndo com suas máscaras que deveriam causar um certo pavor, mas que a maioria das pessoas apenas fingem morrer de medo para não acabar com a ilusão infantil, além do resto das tradicionais famílias que não são especiais o suficiente a ponto de serem citadas individualmente, conversando e bebendo, sem muito interesse no resto.
E aqui estou eu. Na mão, uma caneca de Posca, que também fazia parte da tradição, afinal estávamos falando de uma festa atualmente bíblica para a maior parte do mundo. Tudo está aparentemente na mais perfeita ordem. A rua, por ser a central, é também a mais larga da cidade. As ruas caberiam seis bigas romanas lado a lado. Inclusive o revestimento parecia o dos antigos romanos. As pedras brancas demarcavam a quadra à frente da prefeitura, cercada por árvores e algumas casas dos ilustres habitantes da cidade, a maioria com dois pisos e um jardim enorme na frente. E numa dessas casas estão os senhores da família mais tradicional da cidade, ressaltado todo seu prestígio e fortuna em cada barriga avantajada as quais eram constantemente estapeadas a cada boa cartada, seguida de outro gole, e um irritante arroto; as velhas beatas da casa alta de três pisos ao lado da prefeitura estão em seu canto, meio isoladas do resto, fofocando sobre cada traje vestido por cada habitante da cidade, mesmos seus vestidos não sendo um primor da moda, nem dos mais modernos cemitérios; as crianças correndo com suas máscaras que deveriam causar um certo pavor, mas que a maioria das pessoas apenas fingem morrer de medo para não acabar com a ilusão infantil, além do resto das tradicionais famílias que não são especiais o suficiente a ponto de serem citadas individualmente, conversando e bebendo, sem muito interesse no resto.
