A lua está cravada no céu nessa noite da celebração do Dia de Reis, fato que fez com que ao menos metade daquela pequena cidade veio reunir-se na rua central, bebendo e fazendo alguns jogos, o que sempre foi tradição a esta época do ano. A passagem dos três magos por Belém trazia alegria apenas ao pensar na bela passagem bíblica que narra o fato.

E aqui estou eu. Na mão, uma caneca de Posca, que também fazia parte da tradição, afinal estávamos falando de uma festa atualmente bíblica para a maior parte do mundo. Tudo está aparentemente na mais perfeita ordem. A rua, por ser a central, é também a mais larga da cidade. As ruas caberiam seis bigas romanas lado a lado. Inclusive o revestimento parecia o dos antigos romanos. As pedras brancas demarcavam a quadra à frente da prefeitura, cercada por árvores e algumas casas dos ilustres habitantes da cidade, a maioria com dois pisos e um jardim enorme na frente. E numa dessas casas estão os senhores da família mais tradicional da cidade, ressaltado todo seu prestígio e fortuna em cada barriga avantajada as quais eram constantemente estapeadas a cada boa cartada, seguida de outro gole, e um irritante arroto; as velhas beatas da casa alta de três pisos ao lado da prefeitura estão em seu canto, meio isoladas do resto, fofocando sobre cada traje vestido por cada habitante da cidade, mesmos seus vestidos não sendo um primor da moda, nem dos mais modernos cemitérios; as crianças correndo com suas máscaras que deveriam causar um certo pavor, mas que a maioria das pessoas apenas fingem morrer de medo para não acabar com a ilusão infantil, além do resto das tradicionais famílias que não são especiais o suficiente a ponto de serem citadas individualmente, conversando e bebendo, sem muito interesse no resto.

Votação I

Pessoal, estou fazendo uma votaçãozinha ultra rápida de 24 horas pra saber qual o conto que mais agradou, até agora.. para responder, vote na caixinha aqui do lado >>

Saudações à todos!

Reflexão sobre a Percepção de Valor Intrínseco

Uma pequena pausa hoje nos contos, para refletirmos sobre nosso valores, sobre o que consideramos importante, enfim, uma reflexão sobre humildade em geral...

A Velha Fazenda

Já era quase noite quando o eco dos freios da pick-up ressoou no vazio daquela noite chuvosa, soltando barro para todo lado. Bem que eu devia ter ouvido aqueles comentários na cidade que me diziam para ficar longe daqui quando perguntei onde ficava a velha fazenda do Sr McWire.

Não que também não fosse estranho um aquele telefonema do Tribunal falando que meu velho tio tinha me deixado como herança sua fazenda no interior daquela pequena cidade. Mesmo sendo um dos parentes que mais me amava, pensei que talvez uma herança dessas devesse ficar para os irmãos dele, ou algo assim. Apenas peguei algumas roupas, passei no mercado e comprei um pouco de comida, o suficiente para o fim de semana, onde eu iria conhecer o meu mais novo bem adquirido. Saí da pick-up esbravejando contra os céus por mandarem aquela chuva exatamente no meio do caminho entre a minha casa e a fazenda, com uma toalha para proteger a cabeça que é algo que todos fazem mesmo sem saber a razão, mesmo já estando completamente ensopado, corri até a porteira de madeira, desloquei o aro de metal que prendia o portão no resto da cerca para tentar prosseguir até finalmente chegar na casa da fazenda em si.

Pausa nos Contos

Bom dia pessoal.. só pra esclarecer essa pausa que dei nos contos.. Estou meio corrido ultimamente com Faculdade, TC, Trabalho, Problemas de saúde na família, enfim…

Vamos ao que interessa… Descobri que a Anthology da Editora MultiFoco está com mais alguns projetos de livros de contos… então essa semana vão aparecer alguns contos por aqui, pois à medida que escrevo pra enviar pra editora, posto aqui pra vocês lerem… então não sumam queridos leitores… Eu também nao sumirei =))… abraços…

 

Álisson

A Última Folha

A última folha caiu da árvore. Aquela grande folha marrom de plátano suavemente bailava até tocar o solo. Era o fim do Outono. Os campos, antes verdejantes e cheios de margaridas e copos-de-leite, logo ficaram marrons. A geada terminava de pintar a paisagem com cores completamente sem vida. E aquele velho homem sabia o que isso significava. Ele esperava por esse momento por doze invernos. O crepúsculo se aproximava. Chegava a ser uma blasfêmia pensar sobre o que devia ser feito. Já tinha separado algumas poucas provisões, afinal o peso não era um aliado em potencial. Também separou algumas garrafas de água e um canivete, que era uma ferramenta imprescindível naquela jornada. Agradecia cada dia pelos suíços terem inventado um artefato tão incrível como aquele. O vento começou a soprar mais forte. - A hora se aproxima - pensa ele enquanto termina de dobrar alguns pedaços de pano que em algum momento talvez foram chamados de vestes novas, mas que agora nada além de trapos para cobrir-se quando os primeiros flocos de gelo começassem a cair. Chegava a sentir calafrios cada vez que pensava as dificuldades que tinha certeza que passaria. Mas não havia problema, ele tinha feito cada passo que deveria dar em sua mente.

Novidades

E aí pessoal... só pra não deixar o blog parado no fim de semana venho com algumas novidades...